Tratamento da Dependência ou Adição ao Alcool

  “ACEITAÇÃO” é a designação que se dá à TOMADA DE CONSCIÊNCIA de qualquer doente afetado por um distúrbio de dependência, que tal facto constitui uma DOENÇA, que tem de ser tratada, e representa um PROBLEMA que tem de ser resolvido... A “aceitação” é condição sine qua non para que se possa iniciar o processo de tratamento, e este terá de ser sempre multidimensional: prescrições medicamentosas, técnicas psicoterapêuticas, colaboração de familiares e amigos, integração em grupos, etc., que visem atitudes e condutas abstinentes e reabilitação da personalidade.

 

DESINTOXICAÇÃO” é conjunto de procedimentos e prescrições que visam a correção dos distúrbios metabólicos e carências (vitaminas, oligoelementos e enzimas) que resultaram da reação do organismo aos prolongados níveis de alcoolemia e do efeito tóxico direto do álcool, tanto sobre diversos tipos de neurónios como sobre vários tecidos de outros órgãos do paciente. Nos tratamentos clássicos confundia-se muitas vezes com a “DESABITUAÇÃO”, que consiste em prescrições medicamentosas e procedimentos destinados a evitar, atenuar, ou minorar as consequências dos SÍNDROMES DE PRIVAÇÃO, que ocorrem quando os pacientes cessam subitamente de beber, podem evoluir para uma situação grave, o “DELÍRIUM TREMENS”, que deve ser tratado em UNIDADES DE CUIDADOS INTENSIVOS e mesmo assim tem uma taxa de mortalidade superior a 10%.

 

Nos processos terapêuticos clássicos, para tentar evitar as frequentes recaídas, logo após “desintoxicação/desabituação”, devem prescrever-se tratamentos e procedimentos complementares, por tempo indeterminado e, geralmente, em coterapia: psicofármacos (dissulfiramo, acamprosato, naltrexona ou nalmefeno), psicoterapias e integração em grupos (A.A.s, Autoajuda, etc.).

 

Desde 2008 é bem conhecido - (embora praticamente ignorado em Portugal!) - um novo método de tratamento dos transtornos mentais e do comportamento humano decorrentes do uso de álcool (capítulo F 10. da 10ª REVISÃO DA CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DAS DOENÇAS E CAUSAS DE MORTE - CID 10 - da O.M.S.), depois do médico francês OLIVIER AMEISEN (falecido em 18/07/2013), que foi PROFESSOR no WEILL CORNELL MEDICAL COLLEGE e CLÍNICO (cardiologista e aditologista) no NEW YORK-PRESBYTERIAN HOSPITAL, ter publicado o livro “O ÚLTIMO COPO” – (veja aqui o filme) – onde relata a sua experiência (pessoal e com os seus doentes), com um medicamento conhecido há décadas: o BACLOFENO, utilizado como relaxante muscular em doenças neurológicas.

 

Em vários países europeus e americanos têm sido feitos múltiplos estudos e ensaios clínicos com este fármaco, que têm confirmado segurança, eficácia, percentagem de resultados muito bons e bons, superior a 90% dos pacientes tratados (QUE CUMPREM COM RIGOR O TRATAMENTO PRESCRITO!): com CURA (supressão total, tanto da dependência física como da dependência psicológica) em mais de 50% dos doentes, e APENAS CONTROLE DO “CRAVING” nos restantes, SEM necessidade de internamento (em mais de 95% dos casos), nem de supressão repentina do consumo de álcool (o tratamento proporcionará aos pacientes que se libertem  gradualmente do “craving”), etc.

 

Também nesses países, as vantagens deste método de tratamento têm sido relatadas e divulgadas nas redes sociais e por muitos órgãos de comunicação (incluindo as TVs), e têm sido criados movimentos cívicos de divulgação e apoio à utilização deste método, e exigência aos poderes públicos para que  o reconheçam oficialmente e o comparticipem devidamente (p.ex. Association Baclofène e AUBES, em França).

 

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Dr Ramiro Araújo
(Cedofeita, Ildefonso, Sé, Miragaia, Nicolau, Vitória)
Porto - Dependência ou Adição ao Álcool


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